MISSIONÁRIO: Maluco, Mártir, Mendigo ou o Quê? – parte 2

Por Antonia Leonora van der Meer



A missionária Antonia propagou a fé de Cristo durante 10 anos em Angola, tem o direito de usar esse título de Missionária com “M” maiúsculo. A seguir a segunda parte do artigo dela:



Parte 2: Missionário Mártir?


Missionário?! “Para mim é um ser muito mais santo, uma pessoa chamada para sofrer”, pensam alguns.

É alguém que não se preocupa com as coisas do mundo, despojado. Um verdadeiro mártir! É assim que muitos veem o missionário. Um ideal que pode ser admirado e colocado num pedestal, não um modelo para ser seguido. E é claro que uma pessoa que está no pedestal não precisa de minha ajuda e compreensão. Está ali para ser admirada (ou apedrejada).
Muitos missionários voltam dos campos emocionalmente exaustos, confusos, quebrantados, precisando muito de um tempo de renovação, cuidado e repouso. Mas passam por dois extremos: ou são recebidos ou como heróis, como um programa lotado de compromissos, ou sem nenhuma atenção. A igreja deveria ser a família onde fossem recebidos com amor, carinho, cuidado, interesse neles como pessoas e não só no trabalho que realizam.
Há cristãos que, quando ouvem relatos de crises tremendas ou encontram o missionário doente, magro e exausto, aplaudem: Esse é um verdadeiro missionário! Mas, quando o mesmo missionário passa por uma fase mais tranquila e recupera a saúde, facilmente surgem críticas e desconfianças:

-“Ele fica viajando por aí com nosso dinheiro…”

-“Que trabalho realmente está fazendo?”

-“Parece até que está passando muito bem!”
O que significa mártir? Vem da palavra “ser testemunha”, “dar testemunho”. Mas aí o martírio não é privilégio só de missionários, e sim de todo cristão verdadeiro…
O que vemos na igreja primitiva? Certamente houve alguns mártires que morreram pelo seu testemunho. Mas a maioria deles recebia vários tipos de apoio de igrejas e irmãos, e não buscava o sofrimento. Este vinha sem ser convidado, muitas vezes inspirado, e era enfrentado com fé e coragem pelos discípulos de Jesus, que até se sentiam honrados por sofrerem pelo seu nome.
Será que estou defendendo a volta de uma busca do martírio? Não! Mas se não estamos dispostos a encarar seriamente essa possibilidade como consequência de nosso ministério em situações de crise, teremos de abandonar muitos dos campos missionários mais carentes.
No século 19, muitos missionários iam ao continente africano sabendo que havia um alto risco para suas vidas. Oitenta por cento morriam de malária, doença que ainda tem matado alguns jovens missionários brasileiros na África. Isso é doloroso, mas não significa o fim de nossa responsabilidade.
Mais difícil é a situação em muitos países, onde o fundamentalismo religioso vê o cristão como ameaça à sua cultura, família ou nação. Tem havido muitos martírios, a maioria de simples cristãos nacionais, dispostos a arriscar suas vidas no seu testemunho (martírio), muitas vezes sobrevivendo com salários ínfimos.

Leia também – MISSIONÁRIO: Maluco, Mártir, Mendigo ou o Quê? – Parte 1

Fonte: http://timedecristo.wordpress.com/2009/11/05/missionario-maluco-martir-mendigo-ou-o-que-parte-2/

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